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O Jogo do Parlamento cria uma simulação em que estudantes do ensino médio representam parlamentares discutindo temas da Reforma Política no Congresso Nacional
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Jogo do Parlamento na Fundação Bradesco

Jogo do Parlamento na Fundação Bradesco

“Gostaria apenas de agradecer a oportunidade e salientar a importância de atividades como essas. Parabéns pelo trabalho e espero, sinceramente, que tais propostas possam ser aplicadas em todo o país!”

– estudante do Ensino Médio da Fundação Bradesco sobre o Jogo do Parlamento

 

Em tempos de reforma no currículo do Ensino Médio, de Reforma Política no Congresso Nacional, em que pouco ouvimos os mais jovens, futuros governantes e atuais estudantes do país, as palavras acima foram deixadas no campo de “comentário, crítica ou sugestão” de uma avaliação que entregamos após a aplicação do Jogo do Parlamento, no Ensino Médio da Fundação Bradesco – Unidade Osasco I, em colaboração com os professores da instituição Silvia Elena Pacheco e Alex Martins dos Santos.

O Jogo do Parlamento estrutura uma simulação em que os participantes representam parlamentares discutindo temas da Reforma Política no Congresso Nacional. Na primeira fase do jogo, que acontece no primeiro dia, os jogadores se dividem em quatro grupos, formando Comissões Especiais para discussão e aprofundamento em temas específicos da reforma política, como “financiamento de campanha”, “mandato”, “partidos políticos” e “sistema eleitoral”, com materiais produzidos ou selecionados pelo Pé na Escola. Já na segunda fase, que acontece no segundo dia, todos se reúnem como no Plenário da Câmara dos Deputados, para que cada Comissão Especial apresente seu parecer final, submetendo a proposta para a votação de toda a turma.

No caso da Fundação Bradesco, aproximadamente 80 estudantes participaram de ao menos uma das fases do Jogo, realizado como atividade optativa no contraturno na Escola. Desde o início, chamou a nossa atenção a predisposição e o engajamento dos estudantes, revelando que tratam com seriedade atividades participativas e que fogem da forma escolar mais tradicional.

Entre o primeiro e o segundo dias, ficou nítido o esforço de preparação dos alunos, que partiram dos materiais oferecidos na primeira fase para se aprofundarem em seus temas, apresentando o que aprenderam aos seus colegas, enfim, de maneira didática e ponderada, com argumentos bem delimitados e consistentes, que apresentavam como o nosso sistema é hoje, que problemas enfrenta e como poderia ser.

Todas as apresentações geraram debates, e nem sempre o posicionamento apresentado pelas Comissões foi acatado. Os professores da instituição e os educadores do Pé na Escola intervinham pontualmente, algumas vezes fazendo perguntas, em outros momentos com reflexões, mas sempre buscando não ofuscar aquela experiência, que era de protagonismo dos estudantes. Ao final, o resultado da Reforma Política votada em Plenário na Escola foi o seguinte:

  1. Três anos de mandato para Presidente e Deputados, 6 anos para Senadores, permitida a reeleição uma única vez;
  2. Cotas provisórias (por 4 mandatos) para mulheres no Legislativo;
  3. Cláusula de Barreira para limitar a atuação de partidos com menos representação no Congresso;
  4. Obrigatoriedade de filiação a partidos políticos a quem se candidatar a cargo eletivo;
  5. Sistema Eleitoral Distrital para eleição de Deputados;
  6. Voto facultativo para toda a população;
  7. Financiamento de campanha público e privado (pessoas físicas);
  8. Acesso dos partidos a Fundo Eleitoral e Fundo Partidário vinculado ao desempenho na última eleição.

Diante dessas respostas, fica claro que o resultado alcançado pelo grupo foi complexo e surpreendente. No entanto, embora esclarecer conteúdos e aspectos técnicos da Reforma Política fosse um objetivo importante para os educadores do Pé na Escola, o principal objetivo pedagógico da atividade não era chegar a um resultado certo ou errado, mas revelar aos participantes, por meio do diálogo, que não há fórmula mágica para resolver os problemas da política e da sociedade. Ao longo da atividade, todos éramos levados a refletir. Afinal, a escolha dessa regra privilegia a representatividade de minorias ou a governabilidade? As liberdades individuais ou os deveres públicos das pessoas? Os projetos de longo prazo ou os desejos imediatos da população? O exercício da cidadania exige escolha, ponderação, negociação. A professora Silvia fez, ainda, uma importante fala de que não há regras capazes de substituir um olhar atento e uma postura ética por parte das pessoas.

Assim, buscamos criar, por meio da experiência, uma maior familiaridade com o funcionamento institucional do nosso país e o papel dos legisladores, políticos profissionais e cidadãos em geral, estimulando o diálogo entre os diferentes e a reflexão a partir de boa informação e com vistas ao bem comum.

Por fim, realizamos uma pesquisa anônima de opinião entre os participantes, e o resultado foi uma percepção de 82.9% dos alunos de que o Jogo do Parlamento é muito bom e de 17,1% de que é bom. Perguntados se o Jogo havia aumentado seu interesse pela política, com uma pontuação que ia do 1 (discordo fortemente) ao 5 (concordo plenamente), 92,7% dos estudantes atribuíram notas 4 ou 5 (7,3% atribuíram nota 3, nenhum nota 2 ou 1). 100% dos alunos concordaram que “atividades participativas deveriam ser mais aplicadas na escola”, atribuindo notas 4 ou 5 a esta afirmativa.

O Pé na Escola agradece o acolhimento, a disponibilidade e a confiança da diretora, dos professores e dos estudantes durante todo o trabalho na Fundação Bradesco!

E se quiser levar o Jogo do Parlamento ou outra experiência do Pé na Escola para a sua instituição, fale com a gente: contato@penaescola.com

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