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Aquecendo para o ENEM (e outros vestibulares)

Aquecendo para o ENEM (e outros vestibulares)

O ENEM está chegando. A essa altura, com menos de uma semana para a prova, tem escolas e cursinhos acelerando a revisão, enquanto outros até dispensam professores, para que os alunos tenham mais tempo de descansar, se distrair, respirar fundo. É claro que não existe fórmula mágica, mas, no caso de vestibulares e outras provas mais complexas, não adianta querer aprender todo o conteúdo na véspera. Ao mesmo tempo, é  importante cuidar para não perder o embalo dos estudos e o ritmo de trabalho conquistados ao longo do ano.

Então, como escolas e cursinhos se preparam para apoiar os alunos nessa reta final?

A escolha do Cursinho da FGV foi por realizar uma atividade que estimula habilidades importantes para a redação e questões dissertativas em geral, a partir de um tema essencial para a redação ENEM e de uma forma diferente e participativa para os alunos. Para isso, contou com o apoio do Pé na Escola!

No dia 31 de outubro, realizamos no Cursinho da FGV uma simulação de um julgamento do Supremo Tribunal Federal. Nessa simulação, os estudantes debateram sobre a ADPF 186, julgada em 2012 pelo STF, que decidiu sobre a constitucionalidade da política de cotas étnico-raciais para a seleção de estudantes na Universidade de Brasília.

Para realizar esse debate, os alunos se dividiram em quatro grupos: o “Partido Democratas”, que ajuizou a ação e se posicionou contra as cotas, a “Advocacia Geral da União”, que se posicionou a favor da política, a “Procuradoria Geral da República”, que deveria escolher seu posicionamento e emitir um parecer, e as “Ministras do STF”, que deveriam votar ao final dos debates de acordo com seus estudos e convicções pessoais. A simulação foi baseada em fatos reais, mas a instrução dada pelo Pé na Escola era que cada grupo reunisse três argumentos para suas escolhas, principalmente com base no texto da Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948 e na Constituição Federal, artigos 1 ao 5º, aos quais os alunos tinham acesso. Ao fim, uma educadora do Pé na Escola apresentou a história da construção dos Direitos Humanos, da Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948 e sua prevalência na Constituição Federal de 1988.

A seguir, abordamos alguns benefícios que esse tipo de atividade traz ao aluno que está às vésperas de realizar provas importantes e complexas, como o ENEM.

Habilidades que são avaliadas nas provas

Uma das partes mais temidas nas provas para ingresso no ensino superior é a redação. Além disso, há vestibulares com muitas questões dissertativas ou mesmo entrevistas. Isso se justifica pois é papel da educação a formação para a cidadania. Por isso, compreender o contexto apresentado, tomar posição, reunir bons argumentos a partir de fontes disponíveis e confiáveis, delimitar e organizar esses argumentos no texto, calcular o tempo, são habilidades essenciais, todas praticadas por simulações de discussões em instâncias democráticas, bem como na prática concreta da cidadania.

Precisamos falar de Direitos Humanos

No ENEM, o desrespeito aos Direitos Humanos zera a nota da redação. Além disso, na prova de “Ciências Humanas e suas Tecnologias”, boa parte das questões abordam temas de organização social, pensamento político, diversidades. Conhecer a história e o sentido dos Direitos Humanos certamente auxiliam o estudante a respeito desses temas. No entanto, nem sempre as escolas e os cursinhos dão a devida atenção aos Direitos Humanos. É claro que sempre é tempo de falar sobre eles, mas em vésperas de provas há uma falsa impressão de que são um assunto supérfluo. No entanto, vestibulares em geral abordam muitos temas, e os Direitos Humanos oferecem um olhar e um repertório que ajudam na compreensão e no desenvolvimento de ideias sobre diversos assuntos do mundo, de questões de gênero a questões raciais, de transporte público ao direito à educação.

Sair da rotina faz bem

Em atividades participativas há diálogo, movimento na sala de aula, tempo de escuta e tempo de fala, abordam-se temas cotidianos que interessam aos alunos… há, enfim, uma quebra em relação à rotina muitas vezes rígida de pré-vestibulandos. Esse tipo de mudança ajuda o cérebro a respirar e o corpo a relaxar! Parece bom, não?

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