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5 dicas para falar de Política na escola

5 dicas para falar de Política na escola

Em tempos de conflitos e de polarização no país, a escola é um espaço privilegiado para tratar do tema da Política com outra forma e linguagem, diferentes do que se têm assistido no debate público.

 

No último texto relatamos uma atividade que exemplifica o potencial educativo de se trabalhar conceitos como cidadania, democracia, território, governo, direitos, enfim, de se falar de país. Mas como realizar essas atividades? A que é preciso estar atento? Que ferramentas nos auxiliam a falar de política respeitando as diferenças geracionais e de visões de mundo que naturalmente compõem o espaço escolar?

 

Pensando nisso nós do Pé na Escola separamos cinco dicas para montar atividades educativas sobre Política:

 

1 – Política não é sinônimo de partido. O sistema partidário é apenas uma parte do que chamamos de Política. A crise de representatividade que vivemos tende a reduzir Política a partidos, mas é exatamente nos momentos de crise que precisamos ir além. O rio poluído ao lado da escola também é um problema político. Falar dos outros espaços de representação, além dos que estão em Brasília, pensar os problemas com profundidade, imaginar soluções locais, novas, coletivas é super importante!

2 – Invista em pesquisas e produções autorais dos estudantes. Os materiais voltados a explicar o sistema político brasileiro normalmente trazem uma linguagem tecnicista e distante dos jovens, o famoso juridiquês. Por outro lado, algumas cartilhas que explicam nossos direitos e deveres podem parecer muito infantilizadas. Tirinhas, memes, músicas, notícias, vídeos e até imagens contam muito nessa hora. Uma boa ideia é sugerir que os próprios estudantes produzam conteúdos mais interessantes a partir de informações confiáveis disponíveis na Internet. Ajude seus alunos a encontrar boas fontes de pesquisa e os convide a apresentar os resultados de uma forma mais bacana e atraente para seus colegas. Confie na capacidade criativa e de comunicação dos seus alunos!

3 – Escute mais do que fale. Nesses temas, o espaço de fala das crianças e jovens é fundamental. Não há muitos espaços onde eles podem falar de Política ou construir seus próprios argumentos sobre as informações que recebem. Compreender as dúvidas, impressões e conhecimentos trazidos da própria experiência é fundamental para que a intervenção do educador ou educadora faça sentido e estimule de verdade o interesse pelo tema. É importante estar atento também para que mais pessoas participem. Num debate, um aluno que ainda não falou, por exemplo, passa na frente daquele mais participativo. O professor deve fazer essa mediação. Muitas vezes isso é mais importante do que o conteúdo em si.  

4 – Procure atividades participativas e vivenciais. Simulações, debates, role play, contação de história, teatro, design thinking são ferramentas pedagógicas que propiciam um lugar mais protagonista do estudante e o encontro com o tema por um outro angulo, para além da escuta passiva. Se a Política é uma forma de organizar a participação de todos no destino do país, atividades sobre Política precisam refletir essa essência.

5 – Não se prenda às estruturas tais como as conhecemos hoje. Atividades sobre Política são oportunidades de os jovens imaginarem um mundo diferente. Pra isso eles precisam de liberdade pra criar, inventar, inverter. Muitas vezes os educadores e educadoras já têm uma visão determinista da Política, presa a estruturas formais ou respostas conhecidas. Mas as crianças e jovens não. Eles podem dar outras respostas ou mesmo fazer novas perguntas, que os adultos nem pensaram. E é aqui que mora o potencial educativo e transformador dessas atividades.

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